Cai número de acidentes, mas batalha das motos continua - ArtigoPT - Diretório de Artigos em Português

Cai número de acidentes, mas batalha das motos continua

Ver PDF | Ver Impressão
por: Revista Cobertura Total leituras: 190 Nº de Palavras: 2697 Data: Tue, 18 Dec 2012 Hora: 1:14 PM 0 comentários

Para modificar esse quadro, a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) investe em fiscalização e ações educativas.

Apesar dos índices ainda serem alarmantes, as estatísticas apontam para uma melhoria do quadro. O número de condutores de motos que entraram em óbito em quedas ou colisões no primeiro semestre de 2012 foi 23% menor do que o registrado nos primeiros seis meses de 2011, segundo a CET. O dia-a-dia tenso dos motociclistas paulistanos foi objeto de um ensaio fotográfico da agência norte-americana Reuters, reproduzido nesta página.

No primeiro semestre de 2012, foram 245 óbitos, ante 320 no mesmo período de 2011. Baseado nessas estatísticas, o órgão espera que o número total de vítimas fatais deste ano, que somam 331 pessoas até setembro, seja inferior ao de 2011, que totalizou 512 mortos.

Para inibir a imprudência, a CET aposta na proibição de circulação de motos nas pistas expressas da Marginal Tietê; aumento da fiscalização de velocidade e em cursos de educação no trânsito. Desde março, a companhia passou a utilizar radares específicos para motos, chamados de radares-pistola, para multar os motociclistas que trafegam acima da velocidade permitida. Em média, 232 motociclistas são autuados nas ruas de São Paulo, por dia. Trafegar acima do limite de velocidade é considerado infração gravíssima e a multa é de R$ 191,54, além de sete pontos na carteira.

Curso – De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Motociclistas (Sindimoto), Gerson Silva, 50 anos, a consciência dos motoboys em São Paulo está mudando. O curso de capacitação que será exigido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a partir de fevereiro de 2013, é apontado pelo vice-presidente como um alerta severo para os motoboys. O curso tem 30 horas, das quais 20 são teóricas e as demais, práticas. A habilitação tem um ano de validade e o motociclista paga cerca de R$ 680, que inclui o curso, artigos obrigatórios e taxas do Detran.

"É uma medida que ameniza e pode reverter essa situação. Nossa categoria já está em um gráfico decrescente de acidentes. Os acidentes envolvendo motoboys e pedestres diminuíram 40% no último ano, enquanto o de motoristas e pedestres diminuiu 15%", apontou. Silva estima que cerca de 20 mil motoboys já estejam capacitados no estado. Desse total, dez mil moram e trabalham na Capital.

Além das vítimas fatais, o número de lesionados em decorrência de acidentes é assustador. Segundo um levantamento do Hospital das Clínicas de São Paulo, 95% dos pacientes atendidos com lesões graves no ombro no hospital são vítimas de acidentes com motocicletas. A lesão mais comum é o desligamento dos nervos entre a coluna e o braço.

Sequelas – Trata-se de uma lesão extremamente complexa, com alto grau de sequelas, caracterizada pela perda de movimentos e sensibilidade do membro superior. Nos últimos dez anos, o número de pacientes atendidos no HC aumentou 600%. Em 2002, 11 casos foram registrados e, em 2011, foram 78. A idade média destes lesionados é de 31 anos. Na opinião do psicólogo Salomão Rabinovich, diretor do Centro de Psicologia Aplicada ao Trânsito (Cepat), o curso de capacitação e a contínua fiscalização não são as melhores ferramentas para reduzir os acidentes.

"Em qualquer país civilizado veículos de duas rodas têm de obedecer a faixa de rodagem. E isso não acontece no Brasil. Não adianta promover cursos, fiscalizar a velocidade e as motos continuarem circulando pelo corredor. É preciso ter vontade política para resolver essa situação", disse.

O psicólogo também atribui culpa às empresas contratantes dos motofretistas, que os obriga a correr no trânsito para fazer um grande número de entregas por dia.

Revista Cobertura, líder em Mercado de Seguros.

 

Sobre o Autor

Agora você vai conhecer um pouco mais sobre a Cobertura Editora. Uma empresa que há 19 anos presta serviços editoriais e promove eventos voltados para o setor de seguros.




Pontuação: Não pontuado ainda


Comments

No comments posted.

Add Comment