O Segundo Resgate da Economia Portuguesa, Mercados Emergentes em Controle
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por: pivari
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Data: Mon, 2 Dec 2013 Hora: 5:09 AM
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A BBC informou na última semana que a Zona Euro teve seu crescimento reduzido de 0,3 para 0,1 por cento no período de junho a setembro. Esta realidade da Zona Euro está sendo refletida em uma escala menor em diversas partes de seu território – incluindo Portugal. O país tem vivenciado uma redução de crescimento econômico e isso pode causar um dano maior em ámbito mundial, especialmente nas economias dos mercados emergentes que dependem tão intensamente dos bens de exportação de Portugal. Vamos dar uma olhada nesta situação.
O Crescimento de Portugal é Interrompido, Será Preciso um Segundo Resgate?
No terceiro trimestre de 2013, o PIB de Portugal teve um pequeno aumento de 0,2 por cento, mais baixo que o 1,1 por cento obtido durante o segundo trismestre deste ano. Apesar de 0,1 por cento de crescimento ser, de fato, crescimento, ainda existe motivos para se preocupar, pois o resultado do terceiro trimestre foi bem mais baixo do que o previso pelos economistas.
Alguns economistas expeculam que o PIB do terceiro trimestre diminuiu 1 por cento ano a ano em termos de volume, por isso, este fato sugere que a economia portuguesa passa por um estado real de declínio.
Além do mais, as decisões recentes tomadas pelo país para reverter as medidas orçamentais e os reembolsos de obrigações excessivas de 5,8 por cento, os quais Portugal terá de fazer quando o reembolso de 500 bilhões de euros iniciar, têm contribuído para a idéia de que o país precisará de um segundo “empurrão” para voltar ao normal. Uma atividade de Portugal que está ao seu favor é a exportação de seus bens, mas se a economia geral do país tropeçar, o que poderá acontecer com as nações que dependem tanto destes bens?
Bens de Exportação Portugueses
Portugal vem observando um amplo crescimento em seus mercados de produção de vinhos, exportação e etc. Este crescimento surge do desejo que os mercados emergentes têm de importar produtos ou serviços que eles mesmos não são capazes de produzir, mas que possuem uma demanda crescente. Um destes mercados é a China, o qual tem contribuído para o crescimento de 170 por cento das exportações de vinho português desde 2007.
Apesar desta ser uma das exportações de sucesso, ela é apenas uma entre várias outras que abrangem territórios com os quais Portugal possui uma afinidade histórica e cultural, tais como a Polônia e países que falam Português, como o Brasil. A pergunta que está na ponta da língua de várias pessoas é se a baixa recente no PIB de Portugal e seu possível resgate econômico à vista irão surtir quaisquer efeitos naqueles mercados que dependem tanto do país.
Consequências para os Mercados Emergentes
Apesar de que países como os EUA provavelmente não notarão se ou quando Portugal terá de recorrer a um auxílio econômico, porque isso será visto apenas por outros exportadores de vinho, países como Brazil, Chile e China – os quais possuem poucos recursos para gastar com importação, mas possuem populações crescentes, cujas necessidades devem ser supridas – que talvez sofram mais com estas repercurções.
Contudo, em outros países na Zona Euro onde as exportações tem sido enfraquecidas recentemente, estes cenários de PIBs estagnados são comuns.
Está é a mesma história na França, por example, e, mesmo assim, o Ministro de Finanças da França, Pierre Moscovici publicou um anúncio dizendo: “sabíamos que o terceiro trimestre marcaria uma pausa, não é surpresa, não é um indicador de declínio, não é uma recessão”. Em circunstâncias econômicas semelhantes às de Portugal, talvez haja menos razão para que os mercados emergentes se preocupem do que haviam previsto.
Finalmente, a economia dos mercados emergentes continuarão a crescer desde que esta pausa no PIB de Portugal seja temporária. Não poderemos julgar os efeitos de longo prazo, porém, até que analisemos os dados posteriores ao terceiro trimestre, os economistas e especialistas da FX (mercado de câmbio), preocupados com as economias emergentes estão prontos para o que der e vier. De qualquer forma, uma balançada na economia portuguesa – positiva ou negativa – poderá se tornar uma boa oportunidade de investimento.
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