Apreciações acerca do Sobreendivimento em Portugal
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por: JoaoCrawford
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Data: Mon, 14 Dec 2009 Hora: 7:27 PM
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Quem são os Sobreendividados de Portugal, todos nós pensamos que sabemos qual o perfil dos sobreendividados em Portugal, mas será que o perfil que temos estereotipado é real? Compare com os resultados obtidos pela investigação efectuada pelo Observatório do Endividamento dos Consumidores em Dezembro de 2008:
- Auferem entre os 500 e os 1000 euros por mês; portanto, não de classe alta nem muito baixa, Pode-se estimar classe média/media baixa.
- São principalmente mulheres. Se calhar muitos de nós falhávamos esta. Normalmente tende-se a crer que os homens são mais propensos a estas situações de excesso de créditos;
- Agem por conta de outrem;
- Têm um agregado familiar constituído por dois ou três elementos;
- Vivem maioritariamente em Lisboa e no Porto.
- Contraíram entre dois a treze créditos, a média anda á volta dos seis créditos, e têm grandes dificuldades em cumprir com as suas obrigações.
- Casados ou em união de facto, normalmente;
- Com idades situadas entre os 35 e os 50 anos;
- Na sua maioria possui créditos á habitação (68%);
- Muitos dos sobreendividados apenas possui creditos pessoais ou dividas de cartões de crédito;
O desemprego tem sido a primordial causa de incumprimento destas famílias. Muitas fabricas e empresas nacionais e internacionais têm fechado portas e deixado o pais levando muitas famílias inteiras para uma situação nacional preocupante. Outros factores têm contribuído para este sobreendividamento laboral, pois para conseguir cortar nas despesas, muitas empresas têm nos prémios de produção e pagamento de horas extraordinárias, que antes tinham um fatia importante do bolo total de rendimento de um trabalhador por contra de outrem. Desde que se começou a falar em flexigurança no país, muitas empresas começaram a preferir recompensar o tempo extraordinário prestado pelos seus trabalhadores com esse mesmo tempo em alturas de menos trabalho. Estas decisões num pais com ordenados baixos como o nosso, significam uma diminuição elevada nos rendimentos médios de um trabalhador, e na pratica constitui uma redução do ordenado e no seu poder de compra em que a única contrapartida é o tempo extra que se ganha, quando não se é útil á empresa.
Outro motivo para não pagamento de dividas é a doença de um elemento do agregado familiar. Quem se encontra doente e a receber da segurança social, vê o seu ordenado reduzido para 65% do seu valor e deixa de receber o subsidio de alimentação. Ao termo do mês, se o grau de endividamento for elevado, superior a 40 ou 50% poderá ser impossível cumprir com o pagamento das dividas. Outra coisa a ter em atenção são as despesas que têm comido uma maior fatia dos orçamentos familiares e que inviabilizam uma latente aspiração de ampliar as poupanças, são elas as despesas com seguros, com educação, telecomunicações moveis, serviços básicos, etc.
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