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Saiba um pouco mais sobre o amor platônico

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por: prof.augustonogueira Total leituras: 185 Nº de Palavras: 473 Data: Thu, 26 Apr 2012 Hora: 1:25 PM 0 comentários

Pra Sócrates, amor ou paixão era considerado para ele de maneira a ser uma espécie de amizade pedagógica, como também tinham especial predileção corporal por jovens do sexo masculino.

O conceito de amor platônico (relacionado ao nome de Platão) aparece, assim, num contexto em que se debatia a pederastia (homossexualidade) corporal diante do amor filosófico verdadeiro (virgindade), decorrente da opinião contida nos escritos de Platão.

O amor platônico passou a ser captado igualmente a um amor à distância, o qual não se fica perto, não toca, não acerca. Reveste-se de fantasias e de imaginações. A imagem de amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e com nenhum defeito. Aparenta que o paixão platônica distancia-se da verdade e, como evita o real, mistura-se com a terra do desejo e da imaginação.

Ocorre de maneira frequente na adolescência e na juventude, basicamente nos indivíduos mais tímidos, que reconhecem uma maior dificuldade de aproximar-se do objeto de amor, por insegurança, falta de maturidade ou proibição do sentido emocional.

Levando-se em consideração o significado atual da paixão platônica, existe um paradoxo quando se leva em consideração a vida e as teorias destes filósofos. Platão e os semelhantes não ensinaram que o relacionamento de um homem com um jovem deveria possuir a atração erótica, mas sim que a vontade pela lindeza (em si mesma) do rapaz deve ser o fundamental para a amizade e amor entre ambos. Porém, reconhecendo que o desejo erótico do homem pelo jovem desvia as forças, é consciente resistir e contrariar-se a Eros (amor) de sua expressão corporal, concentrando-se as energias visando as esferas intelectivas e emotivas.

Justamente por sua interpretação homossexual, o Amor platônico foi entendido como alguma coisa elevada, ligada à alma, pois não se enquadrava a reprodução, no romantismo, semelhança de paixão ilesa, do qual o amante teria a satisfação no espírito- a sensação de amor, por si, já se basta.

Em contrapartida, o amor socrático seria tal referente à pederastia, ou à atração erótica do mestre por seu aprendiz.

Sobre o Autor

O professor Augusto é um amante das modificações que a rede mundial de computadores produz na vida das pessoas, escreve dois blogs nas horas livres e dá aulas, é claro.




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