EUA adquiri incentivos fiscais para carros elétricos
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por: sayurimatsuo
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Data: Tue, 27 Mar 2012 Hora: 3:31 PM
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Os Estados Unidos saem na frente novamente. Precisando reduzir a sua dependência do petróleo, pelo fato de consumir mais do que produz, o governo americano tenta achar uma solução para o problema. Enquanto a solução efetiva não vem, ele acaba por usar como válvula de escape, o investimento nos chamados carros “verdes”, que são os carros elétricos.
Barack Obama anunciou um investimento de 1 bilhão de dólares no programa “EV Everywhere“ que na tradução literal seria “Carros Elétrico em todo lugar“. O que os Estados Unidos tentam fazer, é oferecer um incentivo para que sejam criadas baterias mais modernas e com maior automação, carregamentos mais eficientes, ou seja, mais rápidos e podendo ser carregadas nas cidades, além dos incentivos fiscais para a compra dos carros “verdes“.
Porém, a aceitação dos carros elétricos nos Estados Unidos por enquanto é muito baixa, tanto que as ofertas não ultrapassam 2% do mercado local. A procura é tão irrisória que a GM foi obrigada a paralisar o seu modelo Chevrolet Volt por cinco semanas.
Para rodar 160 km com um carro elétrico a média de gasto seria de apenas R$ 5,28 reais. Esse é um cálculo feito como base de recarga de 48 baterias de laptop que é o mesmo tipo que alimenta a Nissan Leaf. Mas, para fazer a mesma distância com um veículo a álcool você iria gastar em média R$ 28,80 que corresponde a aproximadamente 16 litros. É mais de 400% de diferença nos gastos.
As vantagens dos carros elétricos são muito aparentes, mas por que aqui no Brasil ainda não se popularizou então?
É simples essa pergunta, pois o governo ainda não dá incentivos fiscais significativos.
Hoje um carro elétrico como o Nissan Leaf ou o Mitsubishi MiEV iria custar mais de R$ 100 mil reais aqui no Brasil, um valor muito alto para o que deveria ser um carro popular e por mais que tenha muitas vantagens aos gastos, o desempenho ainda é insatisfatório.
Para a entrada de um carro elétrico no Brasil paga-se um valor de 35% de imposto de importação e 25% de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o que torna inviável a vinda do produto. Se cobrado os impostos como de um automóvel 1.0 comum, eles seriam apenas de 7%, sem contar com o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e PIS/Cofins cobrados de todos os veículos zero-quilômetro, o que talvez viabilizasse o uso do carro elétrico pois ele custaria entre R$ 50 mil a R$ 60 mil reais.
Mas para isso iríamos depender de um “empurrãozinho” do governo, o que pode não ocorrer.
Sobre o Autor
Uma mulher que adora carros e sempre se informa sobre o assunto para estar atualizada constantemente.
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