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<title>Últimos Artigos sobre Opinião</title>
<link>http://www.artigopt.com/</link>
<description>Artigos do ArtigoPT</description>
<language>pt-PT</language>
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<title>Preciso me tratar?</title>
<link>http://www.artigopt.com/sociedade/opiniao/preciso-me-tratar.html</link>
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<pubDate>Wed, 05 May 2010 10:11:26 -0500</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>Quem precisa de aux&iacute;lio?</p>
<p>&Eacute; importante dizer que apenas pessoas com uma real depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica devem procurar um tratamento especializado. Consumidores ocasionais e experimentais n&atilde;o precisam de um tratamento espec&iacute;fico, pois ainda controlam a vontade de consumir a droga. Se entende por dependente qu&iacute;mico, indiv&iacute;duosque fazem uso regularmente e constante de qualquer tipo de subst&acirc;ncia qu&iacute;mica, ilegal ou n&atilde;o. Dentre as mais comumente usadas est&atilde;o o &aacute;lcool, o fumo, a maconha e a coca&iacute;na. Al&eacute;m do crack, anfetamina, hero&iacute;na, ecstasy etc... Um fator decisivo para que uma pessoa consiga se recuperar da Dependencia quimica &eacute; o fato da pessoa estar de acordo com o tratamento. Se o dependente n&atilde;o concorda que precisa de ajuda, ou n&atilde;o quer largar as drogas, n&atilde;o adianta lev&aacute;-lo em uma cl&iacute;nica, pois assim que ele sair, provavelmente vai usar de novo, e em muitos casos, em quantidades ainda maiores!</p>
<p>Quais os tipos de  Tratamento de drogas existentes?</p>
<p>Existem diversos tipos e tantas correntes de tratamento para recupera&ccedil;&atilde;o de dependentes qu&iacute;micos, entre elas tratamento m&eacute;dico; grupos de auto-ajuda (do tipo Alco&oacute;licos An&ocirc;nimos e Narc&oacute;ticos An&ocirc;nimos);  terapias cognitivas e comportamentos; comunidades terap&ecirc;uticas; psicoterapias; etc... Nenhum m&eacute;todo pode haver cem por cento de efic&aacute;cia com todos os tipos de dependencia e dependentes. Cada um se adapta melhor em um tipo de metodologia.</p>
<p>Normalmente, usu&aacute;rios de drogas leves, como o &aacute;lcool e a maconha por exemplo, conseguem se recuperar em tratamentos terap&ecirc;uticos e em grupos de auto-ajuda, pelo fato que sua dependencia &eacute; psicol&oacute;gica e n&atilde;o f&iacute;sica. Entretanto deve-se destacar que as abordagens medicopsicol&oacute;gicas (que associam ao mesmo tempo os recursos da medicina e da psicologia) t&ecirc;m se mostrado mais eficazes na maior parte dos casos. Um tratamento que vem sendo bastante usado hoje em dia &eacute; aquele em que se utiliza de ex-dependentes como terapeuta, pois claramente quem j&aacute; passou pelo mesmo problema, sabe dos problemas</p> ]]></description>
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<title>Responsável Técnico – Um mar de problemas?</title>
<link>http://www.artigopt.com/sociedade/opiniao/responsavel-tecnico-um-mar-de-problemas.html</link>
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<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 16:41:29 -0600</pubDate>
<description><![CDATA[ <p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">O <a href="http://www.vcsc.pt/Newscenter/pesquisa/DL_310_2009.pdf" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Decreto-Lei n.&ordm; 310/2009</span></a>, de 26 de Outubro, que procedeu &agrave; revis&atilde;o dos Estatutos da C&acirc;mara dos T&eacute;cnicos Oficiais de Contas, alterando, desde logo, a denomina&ccedil;&atilde;o social desta associa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica profissional para Ordem dos T&eacute;cnicos Oficiais de Contas, apresenta algumas novidades que devem merecer a nossa melhor aten&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">No referido documento, s&atilde;o tratados outros aspectos relevantes para a regula&ccedil;&atilde;o da actividade profissional dos seus membros, como seja a cria&ccedil;&atilde;o da figura do &ldquo;respons&aacute;vel t&eacute;cnico&rdquo;, no seu <span style="color: #0000ff;">artigo 17.&ordm; C</span>, pretendendo-se que este garanta o cumprimento dos deveres estatut&aacute;rios e deontol&oacute;gicos previstos no j&aacute; referido Estatuto e correspondente C&oacute;digo Deontol&oacute;gico, assim como, nos regulamentos e orienta&ccedil;&otilde;es emitidos pela Ordem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">N&atilde;o sendo minha inten&ccedil;&atilde;o apurar da valia do legislado, n&atilde;o deixo no entanto de levantar algumas d&uacute;vidas sobre a sua aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica. Sendo certo que se prev&ecirc; a independ&ecirc;ncia t&eacute;cnica no exerc&iacute;cio das suas fun&ccedil;&otilde;es, <span style="color: #0000ff;">n.&ordm; 2 do art.&ordm; 17.&ordm; C</span>, que, no exerc&iacute;cio dessas fun&ccedil;&otilde;es, e de entre outros, os t&eacute;cnicos oficiais de contas devem orientar a sua actua&ccedil;&atilde;o pelos princ&iacute;pios da integridade e independ&ecirc;ncia, cfr.<span style="color: #0000ff;"> art.&ordm; 3.&ordm;</span> do seu C&oacute;digo Deontol&oacute;gico, tenho d&uacute;vidas no que se refere aos diversos &ldquo;respons&aacute;veis t&eacute;cnicos&rdquo; contratados, subordinados a uma entidade patronal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Mesmo com as salvaguardas previstas, a t&iacute;tulo de independ&ecirc;ncia e conflito de interesses previstas no art.&ordm;<a href="http://www.vcsc.pt/Newscenter/pesquisa/DL_310_2009.pdf" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> 4.&ordm; do CDTOC</span></a>, onde se refere textualmente que, por um lado, o contrato de trabalho celebrado pelo t&eacute;cnico oficial de contas n&atilde;o pode afectar a sua isen&ccedil;&atilde;o nem a sua independ&ecirc;ncia t&eacute;cnica perante a entidade patronal, nem violar o Estatuto da OTOC ou o seu correspondente C&oacute;digo Deontol&oacute;gico. Assim como, que no exerc&iacute;cio das suas fun&ccedil;&otilde;es, os t&eacute;cnicos oficiais de contas n&atilde;o devem subordinar a sua actua&ccedil;&atilde;o a indica&ccedil;&otilde;es de terceiros que possam comprometer a sua independ&ecirc;ncia de aprecia&ccedil;&atilde;o, sem preju&iacute;zo de auscultarem outras opini&otilde;es t&eacute;cnicas que possam contribuir para uma correcta interpreta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o das normas legais aplic&aacute;veis. Fa&ccedil;o a mim mesmo duas perguntas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Os profissionais que se enquadrem numa rela&ccedil;&atilde;o de trabalho por conta de outrem, postos perante tal situa&ccedil;&atilde;o, ser&atilde;o capazes de respeitar o legislado, ou, inevitavelmente, ter&atilde;o de aceitar as imposi&ccedil;&otilde;es superiores, porque certamente t&ecirc;m que fazer face ao sustento do seu agregado familiar?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Por outro lado, ser&aacute; correcta a imputa&ccedil;&atilde;o de responsabilidades a terceiros, por actos que n&atilde;o foram praticados por estes e que at&eacute; est&atilde;o em clara inferioridade nos termos da sua rela&ccedil;&atilde;o laboral?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Uma coisa &eacute; certa, o legislador foi bem claro, a viola&ccedil;&atilde;o dos deveres estatut&aacute;rios e deontol&oacute;gicos &eacute; imputada ao t&eacute;cnico oficial de contas registado como respons&aacute;vel t&eacute;cnico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Quest&otilde;es legais &agrave; parte, que obviamente n&atilde;o ser&aacute; esta a sede pr&oacute;pria para as tratar, constato que estaremos a colocar em causa aqueles que menos argumentos ter&atilde;o para se defender, ou seja, os pr&oacute;prios profissionais contratados</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><a href="http://www.vcsc.pt/Newscenter/pesquisa/65.html" target="_blank" title="Ver artigo">Ver artigo</a></span></p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>Justo Impedimento</title>
<link>http://www.artigopt.com/sociedade/opiniao/justo-impedimento.html</link>
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<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:03:54 -0600</pubDate>
<description><![CDATA[ <p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Ao tomar conhecimento da not&iacute;cia - <a href="http://www.vcsc.pt/Newscenter/pesquisa/59.pdf" target="_blank">Prazos dos impostos podem ser alargados devido &agrave; Gripe A</a> &ndash; n&atilde;o pude deixar de recordar a enorme injusti&ccedil;a, e tratamento desigual, no que se refere aos profissionais T&eacute;cnicos Oficiais de Contas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Informa a DGCI que admite alargar os prazos de cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es fiscais, durante o per&iacute;odo cr&iacute;tico de dura&ccedil;&atilde;o da Gripe A, adiantando que estas medidas fazem parte do plano de conting&ecirc;ncia da DGCI para enfrentar um surto de Gripe A, onde se estima que, "no pior dos cen&aacute;rios", a doen&ccedil;a possa vir a atingir metade dos actuais 11.256 funcion&aacute;rios, ou seja, 5.600 pessoas, numa situa&ccedil;&atilde;o de "transmiss&atilde;o crescente e sustentada na popula&ccedil;&atilde;o em geral".</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Nada a opor, n&atilde;o posso no entanto deixar de questionar-me se n&atilde;o seria da mais elementar justi&ccedil;a olharmos tamb&eacute;m para uma categoria profissional que nunca &eacute; lembrada, os T&eacute;cnicos Oficias de Contas, profissionais que pura e simplesmente n&atilde;o podem adoecer, ou beneficiar de qualquer justo impedimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Nas restantes profiss&otilde;es, na sua esmagadora maioria, s&atilde;o previstos mecanismos legais que possibilitam essas aus&ecirc;ncias inevit&aacute;veis e que n&atilde;o s&atilde;o controladas pelos pr&oacute;prios, Advogados, Revisores Oficiais de Contas, e outras, t&ecirc;m esse problema resolvido na pr&oacute;pria lei e respectivos estatutos reguladores da sua actividade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Lamentavelmente, n&atilde;o tem sido dada a necess&aacute;ria aten&ccedil;&atilde;o a esta quest&atilde;o, a tutela, assim como, o regulador da profiss&atilde;o, recorrentemente tem vindo a desvaloriz&aacute;-la, continuando pouco sensibilizados para o assunto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">A triste curiosidade ser&aacute; a de haver profissionais do sexo feminino que, durante o per&iacute;odo de parto, se v&ecirc;m obrigadas a continuar a trabalhar como se nada fosse, ficando obrigadas &agrave; entrega das diversas declara&ccedil;&otilde;es, cumprindo os prazos apertados a que est&atilde;o obrigadas, correndo mesmo, no limite, o risco de verem os seus direitos a baixa m&eacute;dica revogado, pois, como j&aacute; sucedeu, corre-se o risco de haver sempre um funcion&aacute;rio da Seguran&ccedil;a Social a confirmar se o profissional, no seu per&iacute;odo de baixa m&eacute;dica, n&atilde;o efectuou as entregas das declara&ccedil;&otilde;es a que estava obrigado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; mso-layout-grid-align: none;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><a href="http://istotambemmedizrespeito.blogspot.com/" target="_blank">Relacionado</a></span></p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>Código Contributivo - Impactos Na Actividade Dos Profissionais (Toc)</title>
<link>http://www.artigopt.com/sociedade/opiniao/codigo-contributivo-impactos-na-actividade-dos-profissionais-toc.html</link>
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<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:28:53 -0600</pubDate>
<description><![CDATA[ <div class="KonaBody">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Com a publica&ccedil;&atilde;o do novo C&oacute;digo Contributivo, designa&ccedil;&atilde;o resumida do Contributivos do Sistema Previdencial de Seguran&ccedil;a Social, diversas s&atilde;o as interven&ccedil;&otilde;es que alertam para a gravidade do legislado, com uma not&oacute;ria falta de equidade dada aos diversos visados.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, e com a excep&ccedil;&atilde;o do Observat&oacute;rio C&iacute;vico dos Contabilistas, n&atilde;o temos visto ningu&eacute;m a chamar &agrave; aten&ccedil;&atilde;o para os impactos que se far&atilde;o sentir na actividade dos profissionais da contabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Se atendermos a que na legisla&ccedil;&atilde;o aprovada n&atilde;o &eacute; feita qualquer delimita&ccedil;&atilde;o negativa no conceito de &ldquo;prestador de servi&ccedil;os&rdquo;, &agrave; imagem de outros c&oacute;digos, facilmente se constatar&aacute; que no mesmo ser&atilde;o inclu&iacute;das actividades como os taxistas, restaurantes, mec&acirc;nicos,&nbsp; not&aacute;rios e muitas outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, a nada ser feito em contr&aacute;rio, e por exemplo no caso de um mec&acirc;nico de autom&oacute;veis, numa simples lavagem de uma viatura, que fica sujeita a estes 5%, calculada na base de &euro;10,00, como pre&ccedil;o m&eacute;dio praticado, vai resultar uma obriga&ccedil;&atilde;o de pagamento de &euro;0,35 (trinta e cinco c&ecirc;ntimos) para a seguran&ccedil;a social e uma enorme carga declarativa, quer para o adquirente, quer para o prestador.</p>
<p style="text-align: justify;">Se atendermos &agrave; realidade econ&oacute;mica do pais, facilmente se constatar&aacute; o elevad&iacute;ssimo n&uacute;mero de parcelas que passar&atilde;o a constituir o total de contribui&ccedil;&otilde;es de certos prestadores de servi&ccedil;os, o que agravar&aacute; sobremaneira a gest&atilde;o individual dessas contribui&ccedil;&otilde;es pela Seguran&ccedil;a Social, sendo certo que tal gest&atilde;o j&aacute; n&atilde;o &eacute;, actualmente, f&aacute;cil e eficaz. J&aacute; hoje em sede de IRS, quer com a reten&ccedil;&atilde;o de 10% na lavagem de carros pelos mec&acirc;nicos singulares, quer com a reten&ccedil;&atilde;o de 20% de IRS aos Not&aacute;rios, existe um enorme acr&eacute;scimo dos custos de controle, quer ao Estado, quer aos sujeitos passivos, bem superiores aos seus benef&iacute;cios.</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, neste caso estamos at&eacute; em contra-ciclo, uma vez que o Governo acabou de suprimir as Obriga&ccedil;&otilde;es da IES/DA para o regime simplificado.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, assistiremos ainda a dois fen&oacute;menos, no caso dos mec&acirc;nicos de autom&oacute;veis: por um lado &agrave; selec&ccedil;&atilde;o dos clientes por parte do prestador, escolhendo s&oacute; clientes particulares,propondo a recusa, amavelmente, a entidades pass&iacute;veis de lhes fazerem a respectiva reten&ccedil;&atilde;o, e, por outro lado, por parte dos adquirentes a recorrer a pessoas colectivas para tais servi&ccedil;os, necessariamente arrastando para elas, tamb&eacute;m, as repara&ccedil;&otilde;es que envolvam fornecimento de materiais, com o consequente desrespeito pelas leis da s&atilde; concorr&ecirc;ncia.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo exposto, e a menos que se corrija esta Lei n.&ordm; 110/2009, assistiremos no in&iacute;cio do ano a uma desnecess&aacute;ria transforma&ccedil;&atilde;o de sujeitos passivos singulares em sociedades por quotas unipessoais. E, cen&aacute;rio ainda pior, assistiremos ainda ao encerramento precoce de muitas actividades, com o consequente desemprego dos respectivos trabalhadores, porque nem todos estar&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de constituir sociedade, nomeadamente milhares de pequen&iacute;ssimos empres&aacute;rios.</p>
<p style="text-align: justify;">N&atilde;o esquecendo que o acr&eacute;scimo da quantidade de trabalho a cargo dos profissionais da contabilidade, tornar&aacute; esta tarefa impratic&aacute;vel.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vcsc.pt/Newscenter/pesquisa/Codigo_Contributivo_Impactos_nos_profissionais.pdf" target="_blank" title="C&oacute;digo contributivo - impactos na actividade dos profissionais (TOC)" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/article_exit_link');">Ver artigo</a></p>
<p style="text-align: justify;">____________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">Nota:</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos maiores disparates que resultou dessa fus&atilde;o de categorias de IRS foi a obriga&ccedil;&atilde;o de se fazer reten&ccedil;&atilde;o na fonte quando o prestador do servi&ccedil;o &eacute; um empres&aacute;rio em nome individual. Disparate porqu&ecirc;? Porque quem cuidou de fazer a equipara&ccedil;&atilde;o das duas categorias n&atilde;o teve duas coisas basilares em aten&ccedil;&atilde;o: por um lado, ignorou as profundas diferen&ccedil;as qualitativas e quantitativas que existem entre a contrata&ccedil;&atilde;o da generalidade dos profissionais liberais, como &eacute; exemplo um advogado, e a contrata&ccedil;&atilde;o de actividades como um mec&acirc;nico de autom&oacute;veis, um not&aacute;rio ou um canalizador; em segundo lugar, criou uma diferencia&ccedil;&atilde;o, t&atilde;o injustific&aacute;vel quanto complicativa, entre empres&aacute;rios singulares e sociedades.</p>
<p style="text-align: justify;">Em consequ&ecirc;ncia disto, verifica-se que algumas actividades t&ecirc;m com estas reten&ccedil;&otilde;es um trabalho desproporcionado em rela&ccedil;&atilde;o ao efeito que delas se pretende obter. E, por outro lado, uma muito significativa parte das pequenas empresas n&atilde;o cumpre, por um motivo ou por outro, esta obriga&ccedil;&atilde;o de reten&ccedil;&atilde;o, ou f&aacute;-lo de forma incorrecta.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div> ]]></description>
</item>
<item>
<title>Condecorações e Condecorados</title>
<link>http://www.artigopt.com/sociedade/opiniao/condecoraces-e-condecorados.html</link>
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<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 15:32:32 -0500</pubDate>
<description><![CDATA[ <div>Temos vindo, nos &uacute;ltimos anos, a assistir a condecora&ccedil;&otilde;es de pessoas que, de facto, nada de relevante fizeram pelo pa&iacute;s.</div>
<div>L&aacute; porque o&nbsp;agraciado com a condecora&ccedil;&atilde;o&nbsp;esteve&nbsp; X&nbsp;anos aos servi&ccedil;o de uma entidade p&uacute;blica e agora &eacute; presidente de uma c&acirc;mara municipal, n&atilde;o revela o tal requisito de ter prestado um servi&ccedil;o relevante ao pa&iacute;s; outros porque est&atilde;o &agrave; frente de uma associa&ccedil;&atilde;o patronal? Ent&atilde;o onde est&aacute; o servi&ccedil;o relevante? Outros porque s&atilde;o empres&aacute;rios ou professores universdit&aacute;rios e publicaram alguns livros? Bom,uns e outros n&atilde;o fizeram mais do que a sua obriga&ccedil;&atilde;o de desenvolverem a sua actividade, diga-se de passagem, no seu pr&oacute;prio interesse. E quanto aos professores universit&aacute;rios, &eacute; a mesma coisa, &eacute; sua obriga&ccedil;&atilde;o fazerem investiga&ccedil;&atilde;o e publicarem livros, de contr&aacute;rio n&atilde;o seriam professores universit&aacute;rios. Cada vez mais verificamos que&nbsp; algumas condecora&ccedil;&otilde;es premeiam&nbsp;pessoas e situa&ccedil;&otilde;es algo banais.</div>
<div>Mas, tamb&eacute;m, nem todas os condecorados s&atilde;o pessoas banais, e refira-se, apenas como exemplo, entre outros, o Cap. Salgueiro Maia. Banalidade, ou melhor, injusti&ccedil;a &eacute; ser t&atilde;o tarde e, injusti&ccedil;a dupla&nbsp;&eacute; ter-lhe sido recusada uma pens&atilde;o, h&aacute; cerca de 30 anos, por tal sinal, pela mesma pessoa que agora o condecorou. Ser&aacute; que o Cavaco engoliu um sapo, ou pretendeu corrigir um erro? Os erros corrigem-se&nbsp;em devido tempo.</div>
<div>Quando &eacute; que se condecoram aqueles que t&ecirc;m 3 e 4 filhos e vivem com o sal&aacute;rios m&iacute;nimo nacional? Quando &eacute; que se condecoram aqueles que t&ecirc;m de&nbsp;abandonar o seu pa&iacute;s para sustentar a sua fam&iacute;lia? Quando &eacute; que se condecoram aqueles que trabalharam mais de 40 anos e t&ecirc;m uma reforma m&iacute;nima?</div>
<div>Quando &eacute; que se condecoram s&oacute; aqueles que merecem?</div>
<div>Neptuno</div>
<div>&nbsp;</div>
<p><a href="http://ja333.spaces.live.com/blog/cns!D67F9B7BEA51508F!146.entry"></a></p> ]]></description>
</item>

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