Review do UFC 124
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por: Takedown
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Data: Sun, 12 Dec 2010 Hora: 5:45 PM
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O último UFC do ano foi de encher os olhos e deixar todos os fãs orgulhosos: Lutas dinâmicas, nocautes, finalizações e defesa de cinturão marcaram a noite do dia 11 de Dezembro de 2010 em Montreal, Quebec, Canadá.
Pois bem, vamos aos fatos da noite, com um breve relato sobre cada luta:
O combate entre Thiago Alves e John Howard abriu o card de lutas do pay-per-view da noite. Dois strikers completos entraram prontos para a trocação. John, em entrevista, afirmou que se Thiago se mantesse em pé, na trocação (com medo de ser levado para a luta de solo), iria mostrar quem era o melhor. O brasileiro Thiago Pitbull, em sua melhor apresentação dos últimos meses, conseguiu os melhores golpes, mostrou agilizade e controle durante toda a luta, encaixou golpes perfeitos e se manteve em pé, até que o americano, desestabilizado, tentou levar a luta para o chão. Como sabemos que lá dentro a única regra é que não pode dedo no olho e chute baixo, Thiago utilizou a partir desse momento todas as armas disponíveis para derrotar o adversário, que saiu muito mais machucado e totalmente dominado pelo brasileiro, que apesar da decisão ir para os juízes, foi uma apresentação linda de acompanhar durante todos os 15 minutos. Vitória do Brasileiro 30-27, 30-27 e 30-27.
Em seguida, Joe “Daddy” Stevenson encarou Mac Danzig. Ambos vinham de derrota para bons lutadores, George Sotiropoulos e Matt Wiman, sucessivamente. Ao analisar Joe e Mac pré-luta, notamos uma certa tranquilidade e confiança em Daddy e Mac Danzig preocupado em conseguir uma vitória para poder se manter no UFC. Pois assim foi, com apenas um golpe curto, bem encaixado, Danzig conseguiu a vitória por KO sobre Joe Daddy. Os comentaristas e o próprio lutador dsseram que foi treino e que ele viu a oportunidade naquele momento, mas com certeza houve sorte para desligar o disjuntor do adversário.
A terceira luta da noite foi a “estréia”, digamos assim, do lutador Charles “Do Bronx” Oliveira no UFC, sendo que os outros eventos do UFC que participou foram UFC LIVE e UFC Fight Night. Nesta noite, encarou nada menos que a pedreira Jim Miller, veterano do UFC com 8 participações no evento até o momento da luta, e 7 destas sendo vitória. Especialista em luta de chão, Miller levou Charles para baixo com pouco mais de um minuto de luta, pegou a perna do brasileiro e finalizou com um LegLock, tirando a invencibilidade do brasileiro em sua carreira de lutador de MMA. Nossos votos são para que Charles Do Bronx não desanime, que esta derrota seja vista como um aprendizado para o crescimento, da mesma forma como aconteceu com Georges St. Pierre quando perdeu o cinturão para Matt Serra, em 2007. Ninguém fica feliz com a derrota, porém, aquele lutador levantou a cabeça e decidiu melhorar seus pontos fracos e dificuldades para não cair na mesma armadilha novamente. Contamos com você Charles!
No co-main event da noite os gigantes Stefan Struve (2,11m) e Sean McCorkle (2,01m), depois de muita provocação antes do evento, tivemos outra luta rápida terminando em nocaute: Struve eliminou McCorkle. Cabe aqui ressaltar que apesar de invicto até esta noite, McCorkle não era o favorito, e sim Struve, pois sua experiência no MMA e com um cartel bem mais avançado em questão de adversários mostram que se trata de um dos grandes potenciais dos pesos pesados.
E a luta principal da noite começa. Enquanto escrevia este artigo pensava em tudo que poderia colocar neste texto para expressar o por quê de Georges St. Pierre cada vez mais encabeçar a lista de melhor lutador peso-por-peso do mundo. Não tiro, de forma alguma, os méritos de José Aldo ou de Anderson Silva, pelo contrário, considero os brasileiros fantásticos, mas ao assistir o espetáculo desta noite, vale a pena rever cada segundo do desempenho do canadense “mocinho” contra o “bandido” Josh Koscheck, que provocou muito como sempre faz.
Todas as entrevistas e inclusive na pesagem do UFC 124, Koscheck disse que St. Pierre iria encarar um Kos diferente, não mais um wrestler, e sim um striker, um grappler, um lutador de MMA completo, e que possuía uma arma secreta. No primeiro round, muito receoso com a luta, Koscheck já teve seu olho direito muito avariado, provavelmente não enxergaria mais nada durante toda a luta com este olho. St. Pierre a partir deste momento poderia ter administrado a luta de forma cautelosa, mas fez o que os espectadores esperaram muito para ver: manteve-se andando para frente durante toda a luta, aproveitou sua agilidade, força, destreza e técnica ao máximo durante todos os rounds para dar uma surra em Koscheck e a única coisa que Greg Johnson (seu técnico principal) precisou lembrá-lo foi de respirar durante os intervalos entre os rounds, para economizar gás.
Mais uma vez St. Pierre defende seu cinturão com decisão unânime, continua imbatível, sem perder nenhum round pelo sétimo evento consecutivo. Apesar de estar superior durante toda a luta, repetiu o que disse na luta contra Dan Hardy, que apesar da vitóra, disse não ter ficado satisfeito com seu desempenho. Tudo bem Georges, todos nós ficamos satisfeitos por você.
Resumo da ópera: Sinceramente, um dos melhores eventos do ano. Com uma performance perfeita de GSP e uma grande apresentação de Thiago “Pitbull” Alves, valeu a pena esperar e ficar contando os dias para assistir estes confrontos. Esperamos que o próximo ano nos traga lutas de qualidade como as vistas nesta noite, e continuamos torcendo com todas as forças para os lutadores que representam a bandeira brasileira no UFC e em outros eventos, seja de grande ou pequeno porte.
Sobre o Autor
Júlio Anderson Alves da Silva e Thiago Kiatkoski Oneda são analistas em informática, apaixonados por MMA e buscam sempre idealizar trabalhos na WEB voltados para a qualidade e satisfação de seus leitores. Atualmente seu projeto principal é o portal de notícias sobre UFC e MMA http://www.takedown.com.br
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